2 de dezembro de 2009

Inverso

Um livro livre
Um livro branco
De verso servo
De verso preto

Um livro servo
Um livro preto
De verso livre
De verso branco

O branco no preto
O preto no branco
Um livro zebra

Letrado em versos
Versado em letras.

POR NAYLA LIMA NO ANO DE 2001                                      

Esse pequeno poeminha foi feito por mim - até eu fiquei pasma quando o reencontrei! - achei ele numa das minhas faxinas de coisas que não me serviam mais, foi feito numa atividade interativa, eu tinha 9 anos.  Meu primeiro (o único, vamos dizer) poema de cordel. Bem simples, mas fiquei muito feliz por saber que um dia eu tive criatividade pra criar um poeminha simples e fofinho que nem esse.

PS: O servo do poema se refere a  "pessoa que depende de outra de maneira subserviente." e não de "que está sob o domínio de algo ou alguém."

28 de outubro de 2009

O mesmo amor


Falar de religião não é algo tão fácil assim, um assunto polêmico e que muitas pessoas não se agradam da opinião alheia. Mas vivemos em um país democrático não é mesmo?! Temos por direito a liberdade de expressão. Mas tem coisas que eu acho inconveniência sair falando por aí, se bem que tem gente que não tem o menor censo do desagradável, enfim, minha história como narrador-observadora é sobre isso, RELIGIÃO.
Em uma certa cidade do norte, morava Susana, uma tatuadora paulista e vegetariana que havia montado um estúdio naquela região, pelo fato de gostar muito do contato direto e intimo com a natureza. Certo dia, uma mulher cristã, dignamente protestante, pregou a palavra de Deus a Susana que no mesmo momento aceitou Jesus. Frequentava a igreja pelo menos 3 vezes por semana, seu estúdio de tatuagens, desde o dia em que se tornou cristã, não parava de receber pessoas determinadas a fazer uma tatuagem ou um body modification, e sempre falava de Deus aos seus clientes.
Muitos irmãozinhos da igreja criticavam Susana. O que uma mulher cheia de coisas do demo no corpo faz dentro de um lugar santo e fazendo coisas que Deus odeia no corpo dos outros?
Susana não gostava daquele tipo de comentário, até que não aguentou mais e saiu da igreja.
Mas encontrou outra que aceitou ela do jeito que era.
Relevem a história tosca, mas o objetivo está bem claro. Será que uma pessoa cheia de tatuagens, alargadores, pircings e etc, não pode amar a Deus? E onde fica todo aquele bordão que devemos amar a todos como a nós mesmos?
O mundo está muito hipócrita. O que mais se existe hoje em dia são igrejas protestantes, de diversos nomes e costumes. Mas se, Deus ama a todos, porque ignorar aquele rapaz 'diferente' e dizer que ele não serve para servir a Deus? São muitas perguntas, e poucas respostas.
Acho que o que mais afasta as pessoas da presença de Deus é esse tipo de preconceito com o que a pessoa gosta, sou cristã e tenho asco por pessoas assim. Não importa o que a pessoa pensa, curte, fala, se veste... O que importa mesmo é o que ela sente, se ela está disposta verdadeiramente a se entregar pra Cristo. Criticar todos sabem, mas nem todos sabem viver somente para Deus. Se alguém estiver errado, vamos deixar para Deus julgar a atitude de cada um. Não temos o direito nem a moral de criticar alguém. Devemos amar a todos, respeitando o que cada um quer seguir, afinal, Ele deu o livre arbítrio para nós escolhermos o caminho que vamos trilhar. Respeitar as diferenças, é isso que falta para a humanidade.

3 de outubro de 2009

O mar e Ana

Ana admirando o mar a na beirada da praia, vendo os pássaros voarem ao longe. Sentindo a brisa tocar seu corpo e invadir seu coração com um desejo gostoso, e fechou os olhos para degustar melhor daquela sensação. Os pés descalços, cabelos ao vento e seu vestido claro dançando com a brisa e quando estava lá não queria saber de mais nada.
Como se fosse um ritual, no crepúsculo, em cima da pedra mais alta, Ana hipnotizada, admirava o mar. Viu seu reflexo no mar, e o mar viu Ana.
Se jogou.
Ana abraçou o mar e o mar abraçou Ana. Um encontro apaixonado e com os pássaros Ana foi ao encontro do mar, sentiu toda aquela sensação de paixão. Nadou com os peixes, brincou com os pássaros, e olhando pela ultima vez o vilarejo sorriu e se foi.
Ana foi com o mar, e o mar estava com Ana. E todos ainda lembram-se de como Ana se apaixonou pelo mar e o mar se apaixonou por Ana.

INSPIRADO NA MÚSICA ANA E O MAR - O TEATRO MÁGICO

29 de setembro de 2009

5 vezes...


Existem várias coisas que eu queria ter feito, queria ir a várias lojas de doces diferentes e pedir um de cada, queria pedir ao sorveteiro um sorvete de cada sabor...
Eu queria ter nascido cinco vezes. Assim eu poderia ter cinco profissões, poderia ser professora, astronauta, médica, aeromoça e empresária. Eu poderia ter nascido em cinco lugares diferentes, Amsterdã, Paris, Canadá, Japão, Havaí... Eu poderia rir, comer, ler, experimentar, ouvir e sentir cinco vezes mais, e principalmente ter me apaixonado pela mesma pessoa cinco vezes.
INSPIRADO NA FALA DE ORIHIME, PERSONAGEM DO ANIME BLEACH

5 de setembro de 2009

O ladrãozinho de mangas

Ela estava lá no ultimo galho, brilhante, rosada e com um aroma hipnotizante. O garoto se perguntava, porque as melhores frutas ficam sempre nos galhos altos? Não iria ser fácil conseguir aquela manga, corria o risco de ser pego pelo dono da fazenda, levar um tremendo tombo e ainda ser abocanhado pelos cachorros. Uma missão que não era impossível, mas difícil e com certa precisão de tempo.
Cuidadosamente ele começou a subir pela mangueira, de galho em galho, alguns já velhos quebravam e ele escorregava, o suor do meio dia aumentava e o medo também. Até que um dos cachorros ao longe vinha latindo ao seu encontro, alguns centímetros o separava daquela linda manga que mais parecia uma jóia preciosa. A adrenalina aumentou, e em de fração de segundos ele conseguiu pegar aquela jóia e num pulo preciso, se esborrachou no chão protegendo com todo cuidado aquela preciosidade em suas mãos. Correndo aceleradamente até a cerca, com dois cachorros enormes que mais pareciam monstros e um homem gritando e correndo loucamente com uma carabina nas mãos atirando para o céu, como se quisesse que chovesse sangue. Em um milésimo de segundo, um daqueles monstros conseguiu lhe arrancar um pedaço de sua bermuda já surrada e por pouco não lhe arrancava uma banda das nadegas. Como o diabo corre da cruz, ele conseguiu passar pela certa de arames farpados sem se embaraçar e correr mais aliviado até sua casa na árvore.
O velho fazendeiro desolado, que há dias esperava ansioso por aquela linda manga amadurecer, e ver ela indo embora com aquela criança, e se lembrou de sua infância.

- Agora sei o que aqueles fazendeiros falavam quando eu já estava longe - sorriu- Eu ainda te pego seu moleque!

27 de agosto de 2009

Dói...

Parece que a minha estrela parou de brilhar, e uma luz se apagou dentro de mim. A escuridão tomou conta de minha mente e meu coração congela. Sinto um arrepio que me deixa desorientada e só.
A solidão quer me abraçar, com seus braços congelantes e fortes, ela não quer me soltar. Meus olhos parecem rios, que ardem ao tocar em minha pele. Sinto que o medo invade meus ouvidos e como uma espada, atinge meu coração fazendo todos os meus sentidos se apagarem.
Um turbilhão de pensamentos nostálgicos passam rapidamente que são estilhaçados pelo agora. Não sei dizer porque, mas isso está doendo a cada dia mais, quero me livrar dessa agonia avassaladora, porem, eu não consigo. Não tenho forças suficientes, eu preciso de suas mãos calorosas e amorosas. Te fiz sofrer, e esse sentimento pisa em mim. Não sei o que fazer, eles estão conseguindo me arruinar, parece que estão saindo vitoriosos... e eu estou desistindo de viver.
"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você" - O Teatro Mágico ♪